Três dias no Minho de comboio regional sem rebentar o orçamento

Esquece os carros de aluguer caros. Subimos a linha do Minho com bilhete regional, almoçámos diárias a seis euros e explorámos Viana e Valença a pé.

ROTEIROS LOCAIS

11/4/20262 min read

Viajar pelo norte de Portugal não exige alugar um automóvel nem pagar portagens desnecessárias na autoestrada. Com um bilhete simples nos comboios regionais da CP e uma mochila compacta às costas, é perfeitamente possível atravessar as margens do rio Lima e chegar à fronteira guardando o dinheiro para o que realmente conta: bom pão, caldo verde fumegante e noites tranquilas em pensões familiares.

O ritmo lento da Linha do Minho

A viagem começa cedo na estação de São Bento ou de Campanhã no Porto. Os comboios regionais demoram mais tempo do que os serviços rápidos, mas custam quase metade do preço e oferecem janelas generosas abertas para os campos verdes e socalcos do Entre-Douro-e-Minho. Parar em Viana do Castelo permite caminhar diretamente até ao centro histórico sem gastar um único cêntimo em transportes urbanos adicionais.

Comer onde os carpinteiros almoçam

Para manter a despesa diária sob controlo rigoroso, a regra fundamental é ignorar esplanadas viradas para monumentos. Duas ruas atrás da praça principal, as pequenas tascas com ementa manuscrita num papel vegetal servem prato do dia com sopa, pão e café por menos de sete euros. Foi assim que saboreámos bacalhau com broa caseiro num balcão estreito de granito antes de apanhar o regional seguinte rumo a Valença.

Pernoitar dentro das muralhas

Dormir em Valença do Minho fora da época alta custa muito menos do que a maioria dos viajantes supõe. Escolhemos uma pensão modesta com chão de tábua corrida e chave de metal tradicional, situada mesmo no interior da fortaleza abaluartada. Terminar o dia a caminhar pelas muralhas desertas ao entardecer, com vista sobre o rio Minho e a vizinha Tui, confirma que os melhores momentos da viagem continuam a ser inteiramente gratuitos.