Contas na mesa: quatro dias em Sevilha por cento e quarenta euros

Todas as faturas guardadas na carteira, do autocarro noturno aos pratos de tapas partilhados nos bairros de Triana e Macarena.

CONTAS FEITAS

11/4/20262 min read

Muitas viagens económicas parecem baratas no papel até começarmos a somar as pequenas taxas escondidas e as refeições apressadas. Para esta escapada de fim de semana prolongado a Sevilha, registámos cada euro gasto no nosso caderno de bordo, desde a partida de Lisboa até ao regresso a casa. O resultado foi uma viagem rica em arquitetura e sabores que custou exatamente cento e quarenta e dois euros por pessoa.

Transporte e alojamento sem extras

A deslocação foi feita em autocarro direto comprado com três semanas de antecedência, pagando vinte e oito euros pela ida e volta. Para pernoitar, reservámos um quarto duplo modesto num pequeno hostel em San Julián, partilhado a dois, que ficou por dezoito euros por noite a cada um. A localização central permitiu fazer todos os percursos exclusivamente a pé, eliminando qualquer despesa com metro ou táxis.

A lógica das tapas partilhadas

Em Sevilha, comer bem com orçamento reduzido é uma questão de estratégia local. Em vez de pedir pratos completos em restaurantes turísticos perto da catedral, optámos pelos balcões de bairros como Macarena e Triana. Duas tapas de espinafres com grão e um copo de cerveja artesanal local num bar de azulejos custaram cinco euros e meio, garantindo almoços autênticos e substanciais sem comprometer as contas.

Cultura com entrada livre

Os grandes monumentos têm horários gratuitos se o itinerário for planeado com rigor. Reservámos online o acesso sem custos aos Reales Alcázares para a tarde de segunda-feira e aproveitámos as manhãs para explorar os pátios públicos, as margens do Guadalquivir e a grandiosa Plaza de España. Conhecer a cidade a fundo depende muito mais de curiosidade e tempo para andar a pé do que de ingressos dispendiosos.